segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Cidade grande, resfriado constante

Já parou para pensar em quantas vezes você fica doente por ano? No básico mesmo - uma gripe, um resfriado uma dor de dente ou uma tropeço enquanto corria atrás de seu ônibus... 

Começo a acreditar que a máfia branca (médicos e pessoas de jaleco) está por trás desse contágio, mas pensei melhor e vi que a má alimentação, dormir pouco, alto consumo de bebidas alcoólicas e stress sempre elevado é a verdadeira máfia branca (ou máfia capitalista, como achar melhor). 

E o tempo de recuperação? Na tenra idade eu me recuperava em 3 ou 4 dias de qualquer gripe forte com febre, infecção da garganta e tudo que há de mal, hoje em dia um leve resfriado leva pelo menos duas semanas para a meia cura, e a tosse? Essa é eterna, leva quanto tempo for necessário... 

E sabe o mais engraçado? Mesmo comendo bem, dormindo bem, não se estressando (se isso é possível), a gripe vai te pegar em alguma esquina da vida. 

Escuto muito: minha imunidade é baixa. 

Aí eu te pergunto? Quem nessa terra tem imunidade alta? 

Brincadeiras a parte, tente se alimentar melhor, dormir melhor, se estressar menos, saia mais cedo para não correr atrás do ônibus, não é papo de coach, isso aumenta em 0,10% sua imunidade. 



quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Planta que cresce

Cuidar de plantas é uma das primeiras artes adquiridas pelo ser humano; acho que a primeira foi matar, mas isso não vem ao caso.

Esse exercício exige paciência, determinação e saber como cada espécie se comporta — pouco sol, meia sombra, meio sol, sol nenhum, depende da umidade, depende da estação do ano e assim vai.

Meu último vacilo foi uma jiboia: deixei na varanda, onde batia sol o dia todo. Após uma semana, ela parecia tudo, menos uma planta. Mas como sou um guerreirinha, não me abati e consegui realizar o milagre da ressurreição. Levou mais de 2 meses para ela voltar a ser uma planta (sabe? Ter a cor verde e talz). Depois fui ver vídeos na Internet sobre onde eu poderia colocá-la. Descobri que na escada seria um lugar perfeito: não batia sol direto, mas tinha iluminação. Agora ela tá maravilhosa.

Acho engraçado que esse dom se manifesta depois de uma certa idade, né? Quando você prefere tomar um tiro do que sair de casa, é aí que o dom chega de mansinho. E fala sério? Uma casa cheia de plantinhas não fica o máximo?

Com fertilizantes, terra, minhocas e pragas, temos um ecossistema que exige sua presença. Deixe um dia seu lírio-da-paz sem água no verão, e seu trabalho de meses vai pelo ralo.

Sei que o cacto é a salvação dos iniciantes, mas tente outras plantas!

segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Eu fiz uma música eletrônica



Você sabia que não precisa de milhares de horas com teoria musical, arpejos, acordes e serenatas para fazer uma música? Claro, também não significa que vai ser boa.

Já parou para pensar sobre a construção de uma música? Fazemos a letra e batucamos o ritmo? Ou batucamos o ritmo enquanto fazemos a letra?

A resposta é: ambos. Não tem sequência, porque a construção é uma arte, diga-se de passagem, muito bem versada na pura matemática das notas musicais.

Vamos aos exemplos?

Pegue a canção:

Atirei o pau no gato
Mas o gato não morreu
Dona Chica
Admirou-se
...

Agora vamos inventar a nossa em cima dessa:

Fui sonegar um impostinho
Mas a Receita não cedeu
A PF admirou-se
Da sonegação, sonegação
Que o imposto deu

Agora vamos colocar uma batida.

Assim:

Tum Tum Tum
Tim Tim Tim
Tim Tum Tim
Tum Tum Tum

Pronto, temos uma canção minimamente funcional e duvidosa.

O processo é simples: depois disso, é só ir adicionando e tirando elementos até se sentir exausto.

Vão te falar para aprender um instrumento, depois aprender sobre acordes e notas, depois aprender um software de produção musical, depois você precisa de vários minisoftwares para produzir uma música de verdade, depois tem todo o problema de juntar tudo isso em uma arte — uma canção musical.

Se eu consegui te convencer com essa bela canção sobre sonegação de imposto, sugiro que procure um psicólogo.

Brincadeira.

Apenas tente fazer o simples e copiar o máximo que puder. Depois você aprende de verdade.

segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Você tem autoestima?

Vejo nas redes sociais todo mundo com a autoestima lá nas alturas. Será que é verdade? Será que o recorte social que fazem na internet não tem relação com a forma como as pessoas vivem de verdade? Será que aquela viagem que você fez para um lugar paradisíaco, cobrando em bitcoin, e em que tirou 5 mil fotos valeu a pena? Será que essa parcela do cartão utilizada para comprar o telefone de última geração (que se parece com a penúltima e a antepenúltima) valeu as horas extras trabalhadas para saldar a dívida? Será que ir àquele restaurante instagramável, em que a comida chega em uma sacola de lixo e custa um rim, vai te confortar?

Acho que perdi o foco do tema. Vamos lá, autoestima: faça um teste!

Qual cor de roupa você não suporta? Duvido ir a um compromisso com essa cor.
Não gosta de milho? Duvido comer uma colher (com milho, claro).
Já tentou cair na frente de uma ou mais pessoas para testar sua resiliência?
Solte um perdigoto enquanto conversa com alguém e tente não ficar constrangido.
Caia no golpe do urubu do Pix e conte para as pessoas de forma incrédula.
Não gosta de filmes de romance? Continue assim, nem tudo precisa ser testado.

Meu ponto é: seja mais original ou, pelo menos, tente fazer algo fora do seu padrão. Se desafie.

Obs.: não é papo de coach.
Obs. 2: nada contra os coaches, tenho até amigos nesse círculo.

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

ENADE e a depressão



Na reta final da faculdade de licenciatura, como no meu caso, em Filosofia, temos algumas obrigações, como o estágio e o famoso ENADE (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes). Ele é ministrado pelo MEC, nos mesmos moldes do Enem.

Com cerca de 80 perguntas + redação, é impossível terminar em menos de duas voltas no Sol. No final, estava exausto, depressivo e com fome e lembrei que precisava ainda passar as respostas para o gabarito e a gloriosa redação também. Minha redação eu escrevi sobre o porquê de os pombos não gostarem dos jovens ou algo do gênero...

A nota deve sair daqui a 3 meses e também não pude levar o caderno da prova, pois era necessária uma permanência de 18 horas.

O que me deixa mais incrédulo sobre essa prova é que ela é para avaliar a faculdade. Então me responda: por que não havia nenhum professor da faculdade fazendo a prova?

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Sobre ser o ordinário de ser épico

 

O que você me diria se perguntasse algo que foi épico para você?

A palavra épico vem do grego: “epikós”, derivado de “epos”, que significa algo como discurso ou canção. Era muito usada para epopeias, como poemas com feitos heroicos. Hoje, refere-se muito a alguma proeza que alguém tenha feito, algo incrível, impressionante e, claro, tudo que há de bom.

Me diga, o que tem feito de épico ou o que fez nos seus tempos áureos?

As pessoas confundem hoje esse termo com o valor monetário investido:

Fui pra Paris, fui pras Maldivas, vi o presidente da Rússia, PUTIN, roubei a corrente da Taylor Swift. Almocei no mesmo lugar que a Amelie Pollan, toquei na mão do Serginho Malandro.

Foi épico.


Veja, vamos montar um cenário épico a custo quase zero:


Fui em uma quermesse do outro lado da cidade. Era domingo, então não paguei passagem. Tinha 20 reais para comprar os meus dois “copão de GIN”. Encontrei meus amigos, que tinham mais algumas garrafas de VODKA da pior qualidade na bolsa.

Bebemos tudo o que encontramos pela frente, subimos na marquise, demos trabalho, cantamos uns pagodes dos anos 90, vomitei duas vezes no banheiro e deu meia-noite, sem ônibus.

Decidi ir a pé. Duas horas andando, totalmente embriagado, chego em casa, como um miojo, vomito um pouco mais, vou dormir. O alarme do trabalho toca uma hora depois. Bora trabalhar.


Concorda comigo que essa é uma lembrança épica? Essas lembranças nunca mais sairão de você, diferentemente de ir para Paris, tirar dezenas de fotos e comer em um restaurante instagramável cuja comida não é nem de longe tão boa quanto a da barraquinha da esquina da sua casa.

Não estou falando para sair e beber “dois copão de GIN”, até porque não recomendo pela insalubridade. O ponto desse texto é te informar que você pode fazer coisas impressionantes apenas dando uma chance para o ordinário.


segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Livro: A lista de convidados


Livro da Lucy Foley sobre um casamento em uma ilha que foi abandonada e ficou vazia por muitos anos. Um casal perfeito, que decide se casar, e logo você descobre que perfeito é somente um café com pão de queijo. A trama se passa por conta da família da noiva e dos amigos babacas do noivo (que, claro, inclui o noivo). O desenrolar do passado mostra como as pessoas são mal resolvidas. Sem muitos spoilers, o livro é bem bacana, tem uma perspectiva feminina difícil de encontrar em livros de suspense. O plot central é muito bem montado, mas acho que se perde em tantos outros que acontecem. Leiturinha rápida, bem dinâmica, divirta-se.

Cidade grande, resfriado constante

Já parou para pensar em quantas vezes você fica doente por ano? No básico mesmo - uma gripe, um resfriado uma dor de dente ou uma tropeço en...