Você sabia que não precisa de milhares de horas com teoria musical, arpejos, acordes e serenatas para fazer uma música? Claro, também não significa que vai ser boa.
Já parou para pensar sobre a construção de uma música? Fazemos a letra e batucamos o ritmo? Ou batucamos o ritmo enquanto fazemos a letra?
A resposta é: ambos. Não tem sequência, porque a construção é uma arte, diga-se de passagem, muito bem versada na pura matemática das notas musicais.
Vamos aos exemplos?
Pegue a canção:
Atirei o pau no gato
Mas o gato não morreu
Dona Chica
Admirou-se
...
Agora vamos inventar a nossa em cima dessa:
Fui sonegar um impostinho
Mas a Receita não cedeu
A PF admirou-se
Da sonegação, sonegação
Que o imposto deu
Agora vamos colocar uma batida.
Assim:
Tum Tum Tum
Tim Tim Tim
Tim Tum Tim
Tum Tum Tum
Pronto, temos uma canção minimamente funcional e duvidosa.
O processo é simples: depois disso, é só ir adicionando e tirando elementos até se sentir exausto.
Vão te falar para aprender um instrumento, depois aprender sobre acordes e notas, depois aprender um software de produção musical, depois você precisa de vários minisoftwares para produzir uma música de verdade, depois tem todo o problema de juntar tudo isso em uma arte — uma canção musical.
Se eu consegui te convencer com essa bela canção sobre sonegação de imposto, sugiro que procure um psicólogo.
Brincadeira.
Apenas tente fazer o simples e copiar o máximo que puder. Depois você aprende de verdade.