Estava no Senac semana passada, cheguei muito cedo para meu curso, que não vem ao caso pra esse tópico. Fui logo para a biblioteca ler algo diferente, achei esse livro sobre a sociedade do cansaço, que basicamente fala como a positivadade levou a sociedade a dupla negação: negativadade da negatividade - o famoso - com - é igual +.
Isso mesmo, levando a matematica para áreas filosóficas. Parece piada, mas pense um segundo, já viu o horário que sei ônibus/trem parte? Quantos passos você deu hoje até aquela padaria com o pão na chapa com requeijão na saída? Ou quantos pontos foi seu sono embelezador? O digo mais - Qual foi sua escolha no ifood somente pelo tempo de entrega ou frete grátis?
O livro é bem crítico a mudança da sociedade disciplinar para a sociedade performatica, ou seja, ou você produz ou você está fora.
Onde quero chegar com isso? Em canto algum, estou tentando dar o meu melhor para produzir mais.
Interessante você trazer essa discussão. A gente vive tão pilhado em otimizar cada segundo que mal percebe que o mundo continua acontecendo. A gente transforma tudo em métrica, até o descanso.
ResponderExcluirO que me chamou a atenção no seu texto é como essa sociedade performática nos deixa em modo automático. Eu percebi isso na prática com as minhas corridas. A corrida, que poderia ser só mais uma métrica de desempenho, acabou virando o momento em que sou obrigada a sair dessa lógica e olhar para as ruas e para as pessoas. É como se eu me forçasse a desacelerar do 'modo produção' para finalmente enxergar o que tem perto de casa. Vou procurar o livro para entender melhor essa sua análise, porque faz muito sentido com esse estranhamento que estou sentindo.